Marcela Arruda Contarine de Almeida

Confesso que parto normal não era a primeira opção nesta minha gravidez. Minha gestação foi de gemelares, duas meninas, Laura e Luíza.

Mesmo o meu obstetra dizendo que, se elas estiverem em posição correta o parto normal daria super certo, assim como ocorreu na minha primeira gestação há 12 anos. Pois bem, minha vontade foi respeitada e agendei a cesária para dia 09/06/2017. Mas como bem sabemos nossa vontade não é a de Deus. E aconteceu que no dia 22/05, por volta de 22h30 comecei a perder líquido, me mantive calma, mas o medo já começava a incomodar. Daí começaram as pequenas cólicas e aí vim para o hospital. Chegando na Unimed a bolsa terminou de romper e as dores foram aumentando e a sensação de medo também, mas como tudo já estava certo para cesárea…

Pois bem, só não contava que minha dilatação fosse tão rápida a ponto de, quando o médico me examinou para me encaminhar ao centro cirúrgico já não dava mais para fazer a cirurgia, as bebês já estavam nascendo, quase nasceram no pronto socorro. Me levaram para a sala de parto e o que parece uma eternidade durou cerca de 15 minutos apenas.

Em 15 minutos estava com minhas princesas sendo examinadas bem ali do meu lado. E ai pronto, toda aquela dor foi embora, como num passe de mágica o que parecia que eu não ia aguentar se acabou, eu poderia até me alimentar e tomar água se quisesse, sem ter que aguarda efeito de anestesia passar (como acontece na cesárea), tomei banho praticamente sozinha, enfim, uma independência que eu não conseguiria ter se caso fizesse a cesárea, ainda mais com duas crianças. Quero ainda ressaltar a dedicação, a paciência e o carinho que eu e minha família recebemos de toda a equipe Unimed, desde meu primeiro acolhimento lá na recepção, a equipe médica, enfermeiros e técnicos, pessoal da limpeza e cozinha, todos simplesmente espetaculares, isso também faz muita diferença na hora do parto.